05/09/2008 18:53
A Cidade Mais Poluída da América Latina
É difícil acreditar que, mesmo com todo o desenvolvimento tecnológico atual, coisas assim ainda aconteçam.
A cidade de La Oroya, no Peru, é considerada a mais poluída da América Latina, devido a emissões altamente tóxicas oriundas de indústrias do segmento da mineração.
Vejam o vídeo do UOL abaixo.
enviada por Luiz Carlos Pôrto
25/08/2008 06:01
O Governo Fala Mas Não Faz
O Governo Brasileiro fala que prioriza o meio ambiente, mas o que se vê na prática é bem diferente. Vejam abaixo reportagem da Folha de São Paulo sobre a importação de substâncias tóxicas pelo Brasil.
BRASIL IMPORTA AGROTÓXICO VETADO NO EXTERIOR
Enquanto a Justiça proíbe a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de fazer a avaliação toxicológica de agrotóxicos comercializados no país, o Brasil já importou, até julho deste ano, mais de 6.000 toneladas de substâncias que foram vetadas pelos próprios países que as produzem.
Essas substâncias são usadas para fabricar cerca de cem agrotóxicos utilizados em culturas de frutas, feijão, grãos, batata e café, entre outros.
Entre os possíveis efeitos decorrentes da ingestão dessas substâncias, apontados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelas agências da União Européia e dos Estados Unidos, estão problemas no sistema nervoso, câncer e danos ao sistema reprodutivo.
Os mais afetados são os trabalhadores da agricultura, que manipulam diretamente os produtos. Especialistas afirmam que há também risco para o consumidor dos produtos agrícolas. No entanto, ressalvam que, muitas vezes, é difícil estabelecer um nexo causal entre a substância e a doença.
Nos últimos anos, a evolução dos estudos levou outros países, principalmente da União Européia, a proibir determinados componentes dos agrotóxicos. Por causa do cerco internacional, a Anvisa decidiu reavaliar neste ano o registro de nove deles, que fazem parte da composição de 99 agrotóxicos.
Em agosto, o processo foi suspenso por uma decisão liminar do juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 13ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, em favor do Sindag (sindicato das indústrias de defensivos agrícolas).
A entidade argumenta que o procedimento adotado pela Anvisa não dava aos fabricantes direito a ampla defesa. José Roberto da Ros, vice-presidente-executivo do Sindag, afirma que alguns países podem cancelar o registro de algumas substâncias por terem encontrado um similar mais barato, e não por questões toxicológicas (leia nesta página).
Dados do Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) registram um forte crescimento na quantidade de substâncias que o Brasil importa de países onde elas são proibidas, de 2006 em relação aos sete primeiros meses deste ano.
Um exemplo do fenômeno é o paraquate, substância permitida para as culturas de abacate, abacaxi, algodão, arroz, aspargo, banana, batata, beterraba, cacau, café, cana-de-açúcar, chá, citros, coco, couve, feijão, maçã, milho, pastagens, pêra, pêssego, soja, sorgo, trigo e uva.
O Brasil importava 82 toneladas do produto em 2006, ano em que ele foi proibido pela União Européia sob a suspeita de ser carcinogênico.
Em 2008, os registros até julho mostram que, hoje, o país compra uma quantidade 311 vezes maior. Entre os países que comercializam o produto estão Reino Unido e Dinamarca -a substância também é proibida no país nórdico.
Outro caso envolvendo agrotóxico importado pelo Brasil ganhou espaço recentemente na imprensa dinamarquesa. Proibido naquele país desde 2005, o paration metílico voltou a ser exportado para o Brasil neste ano, após dois de interrupção. A Dinamarca, agora, estaria pressionando o fabricante pela aparente contradição.
"Eu tive a informação de que a Dinamarca estava exigindo que a empresa que produz o paration metílico retirasse a ação interposta na Justiça brasileira [contra a avaliação da Anvisa] porque lá eles não permitem a utilização desse produto", afirma Agenor Álvares, ex-ministro da Saúde e integrante da diretoria colegiada da Anvisa.
enviada por Luiz Carlos Pôrto
14/08/2008 16:34
O Impacto do Aquecimento Global na Agricultura do Brasil
A Embrapa e a Unicamp realizaram um amplo estudo, em que foi avaliado tecnicamente o impacto do aquecimento global na agricultura brasileira.
Com base nos dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), os pesquisadores avaliaram o impacto do aumento da temperatura na agricultura em 2020, 2050 e 2070.
O estudo concluiu que o aquecimento global alterará completamente o mapa da agricultura no Brasil e estimou que as perdas econômicas chegarão a 7,4 bilhões de reais em 2020 e a 14 bilhões em 2070.
O relatório completo pode ser copiado no site do GRUPO ECOINOVAÇÃO no endereço abaixo:
http://groups.google.com.br/group/ecoinovacao?hl=pt-BR
enviada por Luiz Carlos Pôrto
10/08/2008 20:08
A Proliferação dos Jipões
Vejam abaixo excelente artigo do jornalista Marcelo Leite publicado no Jornal Folha de São Paulo de hoje, sobre veículos de alta emissão de poluentes.
ABAIXO OS JIPÕES
É curioso que as pessoas se preocupem tanto com a qualidade do ar em Pequim. Particularmente em São Paulo, essa mania tem muito de postiça. Além de parar de pensar com a própria cabeça, vamos também começar a respirar com o pulmão dos atletas olímpicos?
Nem a chuva de verão que despencou na terça-feira, em pleno inverno (vá lá, acontece), parece ter sido capaz de lavar a poluição que inflama os brônquios e resseca as narinas. Basta um pouco de sol para a camada de ozônio e material particulado ficar visível no horizonte. Um "photo-smog" quase palpável, para chinês nenhum pôr defeito.
Apesar disso, assistimos a um frenesi de jipões. Nas rodas chiques, são os famigerados "SUVs", ou "sport utility vehicles" (veículos esportivos utilitários, mais uma contradição de propaganda nos termos).
Não há dia em que abra revista ou jornal sem topar, nos espaços mais caros, com uma sucessão de anúncios exibicionistas. Nas ruas, também, os jipões parecem cada vez mais numerosos. Deve ser irresistível, para os endinheirados, pagar o preço de um apartamento pequeno para rodar com sete bancos de couro acionados e aquecidos eletricamente - vazios.Que desperdício se os dez airbags inflarem todos ao mesmo tempo.
A tração nas quatro rodas, presume-se, tornou-se insubstituível para enfrentar os buracos do asfalto e as enchentes. Equipamento de sobrevivência, assim como ar-condicionado, insulfilme e vidros blindados. Motoristas do sexo feminino, em especial, sentem-se mais seguras na posição elevada de dirigir, já me disseram.
É o preço a pagar pela afluência, talvez, ou pela "retomada do crescimento econômico". Nunca antes na história deste país houve tanta gente com sobra de dinheiro e falta de visão para cobiçar e comprar um carro desses.
Melhor que isso, só mesmo um helicóptero, e não falta quem ache bacana a cidade de São Paulo ter a segunda maior frota do planeta...
Os SUVs foram uma invenção esperta da indústria automobilística dos Estados Unidos. Sua verdadeira utilidade era driblar os padrões cada vez mais rígidos de eficiência no consumo de combustível e de emissão de poluentes, a partir da década de 1970 (Corporate Average Fuel Economy, conhecida pela sigla Cafe).
Como utilitários, os jipões escapavam das regras. Nos anos 1990, começaram a vender como chuchu em fim de feira. Os americanos podem ser ingênuos, ou cínicos, mas não dormem no ponto. Sob pressão de ambientalistas, depois da imprensa e do Congresso, os padrões começaram a ser apertados para os SUVs, também.
No momento, os jipões começam a sair de moda pelo mundo afora. Bem, pelo menos no que costumamos chamar de mundo civilizado. No Reino Unido, a candidata do Partido Verde à Prefeitura de Londres, Siân Berry, chegou a fundar uma Aliança contra os 4X4 Urbanos. Na China, como aqui, devem ser coqueluche (também conhecida pelo nome de tosse comprida, bem a calhar para quem respira o ar de lá e o daqui).
Em São Paulo, não é incomum ver SUVs adornados com adesivos de organizações ambientais, como S.O.S. Mata Atlântica, Greenpeace e WWF. Já vi mais de um jipão dirigido por manda-chuvas de ONGs, aliás. Sempre é bom lembrar que a maioria desses beberrões não é flex e roda a gasolina, quando não a diesel.
Houve um tempo em que usar casaco de peles era politicamente incorreto, por boas razões. Não é que outro dia topei com um no Festival de Inverno de Campos de Jordão?
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MARCELO LEITE é autor de "Promessas do Genoma" (Editora da Unesp, 2007) e de "Brasil, Paisagens Naturais - Espaço, Sociedade e Biodiversidade nos Grandes Biomas Brasileiros" (Editora Ática, 2007). Blog: Ciência em Dia (cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br).
E-mail: cienciaemdia.folha@uol.com.br
enviada por Luiz Carlos Pôrto
07/08/2008 11:41
Termelétricas Terão Medidas Compensatórias
No panorama atual, é um grande retrocesso o Governo Federal priorizar a implantação de termelétricas para suprir a necessidade de energia do país nos próximos anos. A solução mais viável a médio e longo prazo seria priorizar a eficiência energética e a energia eólica.
Porém, uma medida proposta pelo Ministro do Meio Ambiente tenta minimizar o impacto das termelétricas exigindo dos empreendedores uma compensação em termos de geração de energia renovável. Vejam abaixo reportagem do jornal Folha de São Paulo.
TÉRMICAS TERÃO DE GERAR ENERGIA LIMPA
Num almoço de trabalho em tradicional ponto encontro de políticos da capital, os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Carlos Minc (Meio Ambiente) acertaram que a construção de novas usinas térmicas a gás, óleo diesel e carvão será condicionada à geração de um percentual entre 3% e 5% de energia renovável.
Proposto por Carlos Minc, o mecanismo será uma forma de compensar o efeito poluidor das termelétricas. Para receberem autorização de funcionamento, terão de produzir energia eólica, solar ou de biomassa (bagaço de cana).
"Ganhamos eu, o ministro Lobão e o país. Teremos termelétricas, mas elas serão obrigadas a gerar energia limpa também", disse Carlos Minc, que chegou ao almoço com uma série de propostas debaixo do braço para discutir com seu colega de Minas e Energia.
Chamado de compensação energética, o mecanismo prevê que a usina termelétrica movida a gás, óleo ou carvão terá de produzir de 3% a 5% de energia limpa do total de sua capacidade de geração. No caso da usina a carvão, por exemplo, se ela gerar 1.000 megawatts, terá de produzir 5% de energia renovável não-poluidora, equivalente a 50 megawatts. Térmica a gás, a menos poluente das três, seria obrigada a gerar 3% de energia limpa; diesel, 4%.
"A compensação irá valer só para as usinas novas, é um sistema inédito no mundo e faz parte da nossa parceria dentro do governo", disse Edison Lobão no almoço de trabalho fora de gabinete, forma de mostrar clima de entendimento entre as duas áreas, inexistente no período de Marina Silva.
Pelo decreto que será apresentado ao presidente Lula após seu retorno da China, na próxima semana, haverá a possibilidade de o dono da térmica gerar essa energia limpa por meio de terceiros. Além disso, parte da compensação energética poderá vir de medidas que gerem economia de energia.
O próximo leilão para novos empreendimentos de geração de energia, para suprimento a partir de janeiro de 2011, está marcado para 19 de agosto. Das 166 novas usinas habilitadas, 118 são térmicas. A Aneel fixou o preço-teto inicial em R$ 150 por MWh.
enviada por Luiz Carlos Pôrto
05/08/2008 08:42
A Cidade Ecológica
No último domingo o programa Fantástico apresentou uma ótima reportagem sobre Freiburg, na Alemanha, considerada a cidade mais sustentável do mundo. É a cidade onde fica a Solar Fabrik, indústria com emissão zero de carbono, que já foi objeto de post aqui no blog.
Vejam o vídeo.
enviada por Luiz Carlos Pôrto
01/08/2008 06:00
Loja de Produtos Ecológicos
Uma ótima referência na internet é a loja de produtos ecológicos do jornal britânico The Guardian, a Guardian Eco Store (veja link abaixo).
Ali podemos ter uma idéia de quantos produtos de alto desempenho ambiental existem à disposição dos consumidores na Europa. Infelizmente, ainda existem poucos produtos assim no Brasil, porém é um mercado em franco crescimento aqui.
www.guardianecostore.co.uk/
enviada por Luiz Carlos Pôrto
31/07/2008 13:35
Uma Forma Barata de Aproveitar a Energia Solar
Reportagem do Jornal Nacional mostrou um sistema inovador em Portugal que aproveita a energia solar para aquecimento a um custo bem mais baixo que a tecnologia tradicional. Vejam o vídeo no link abaixo.
É claro que do ponto de vista da sustentabilidade o sistema deveria usar um gás não tóxico. O ideal seriam gases presentes na natureza.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM862807-7823-PORTUGAL+TEM+NOVA+FONTE+DE+GERACAO+DE+ENERGIA,00.html
enviada por Luiz Carlos Pôrto
23/07/2008 13:32
Os Moinhos da Holanda
A Europa segue investindo maciçamente em energia eólica e, conseqüentemente, desenvolvendo tecnologia nessa área. Enquanto isso o Brasil segue na contramão, investindo em mega-hidrelétricas, termelétricas e até em usinas nucleares.
Vejam abaixo reportagem do jornal The New York Times, divulgada pelo Portal UOL, sobre a retomada do uso de moinhos de vento na Holanda, agora também para geração de energia. Aproveitar a energia dos ventos é voltar a uma época em que o mundo era muito mais sustentável do que hoje.
RECONSTRUINDO A TRADIÇÃO HOLANDESA DOS MOINHOS
Os holandeses estão construindo moinhos de vento de novo.
Em toda a costa, em cidades portuárias como Roterdã, pode-se ver os moinhos: brancos, altos e finos como lápis, com suas três lâminas delgadas girando preguiçosamente à brisa do Mar do Norte.
Esses moinhos geram eletricidade, é claro, em vez de moer grãos. O governo já construiu uma fazenda de moinhos enorme longe da costa, onde eles são inofensivos aos turistas, e há planos para a construção de uma segunda. Além disso eles estão construindo, e reformando, os moinhos atarracados, caseiros, que sempre adornaram o interior do país, e são tão sinônimos de sua identidade quanto as tulipas e o queijo Gouda.
"Pode ser que a nostalgia seja grande demais", diz Leo Endedijk, diretor do Dutch Mills, um grupo que apóia a restauração dos moinhos. No ano passado, o governo, preocupado com o fato de que um dos principais símbolos do país estivesse desaparecendo ou sendo negligenciado, aprovou um programa de US$ 80 milhões para restaurar 120 moinhos, dos cerca de 1.040 que ainda estão de pé. Isso criou uma demanda de trabalho para os restauradores de moinho que até então estavam tendo prejuízos.
"Temos empresas só para isso, fabricantes e restauradores de moinhos bastante especializados", disse Endedijk, num escritório sob a sombra do De Gooyer, um alto moinho do século 18 que hoje abriga uma destilaria famosa. "Eles não teriam a capacidade de restaurar 120 moinhos."
A necessidade de encontrar fontes renováveis de energia está levando os holandeses a construírem moinhos modernos, que Endedijk insiste que sejam chamados de turbinas, e não de moinhos. "Como organização, nós não trabalhamos com as modernas turbinas de vento", e respirou fundo, acrescentando, como se quisesse ressaltar a diferença entre o tradicional e o contemporâneo, que enquanto as quatro lâminas dos moinhos tradicionais giram contra o relógio, as três das turbinas de vento modernas giram no sentido horário.
Mas o rápido ritmo das mudanças na Holanda moderna está reavivando o interesse nos antigos moinhos. Conforme a imigração muda a face das cidades holandesas e a globalização espalha seu véu de uniformidade sobre a vida no país, muitos holandeses estão buscando suas raízes. "É um pouco de orgulho nacional", diz Lukas Verbij, cuja companhia, Verbij Hoogmade, é uma das líderes na construção e restauração de moinhos.
Parte do interesse renovado nos moinhos é impulsionado pela busca de alimentos e bebidas tradicionais. Patrick Langkruis, cuja padaria, Het Bammetje, tem 28 tipos diferentes de pão e 35 de roscas, usa apenas farinha moída por um moinho tradicional. "O sabor é mais encorpado, há mais sabor", disse. "Isso acontece também porque os grãos são moídos mais lentamente."
Seu fornecedor é Karel Streumer, que vêm moendo grãos normais e exóticos durante os últimos oito anos em seu moinho, De Distilleerketel, ou pote de destilar, em Delfshaven, em Roterdã. Ele usa uma tecnologia - pedras de moer gigantes e engrenagens de madeira enormes que fazem com que os visitantes se sintam dentro de um relógio imenso e ancestral - que não mudou nada desde que o moinho foi construído em 1727.
Streumer, 54, com sua cabeleira branca encaracolada sempre empoeirada com farinha, é um dos inúmeros empresários que estão assumindo moinhos reformados ou reconstruídos. Além do trigo, diz ele, contando seus produtos na mão enfarinhada, ele enumera grãos familiares como o milho, centeio e aveia, e alguns desconhecidos, como o sorgo, ou milo, e espelta (um tipo de trigo). Um dos seus clientes vem uma vez por mês desde Frankfurt para buscar 25 quilos de mashela, ou painço, que é bastante usado na cozinha africana.
Curiosamente, apesar de o 'revival' dos moinhos ser um retorno às raízes, muitos consumidores são nativos de vários outros países, disse Streumer, incluindo a Etiópia, Marrocos e Turquia. "80% dos meus fregueses não são nativos da Holanda", diz ele.
Um deles é Samson Tesfai, cujo restaurante, o Gosto da África, é especializado em pratos de sua nativa Eritréia, de onde ele fugiu em 1986 por causa da luta entre o país e a Etiópia. Toda semana, diz ele, compra painço, sorgo, milho moído e farinha de trigo de Streumer para usar nos pratos étnicos que ele prepara. "Não conseguimos achar isso em nenhum outro lugar", diz Tesfai, 43. "Mas aqui é um bom endereço, com um bom produto, então porque procurar outro?"
Entretanto, nem o aumento dos restaurantes étnicos, com o crescimento da imigração, nem o retorno aos costumes tradicionais por parte dos holandeses são suficientes para manter moleiros como Streumer no negócio. Sem uma multidão de voluntários que nos ajudam nos fins de semana, diz ele, o moinho não seria lucrativo. "É difícil fazer dinheiro suficiente para manter o moinho em bom estado e também para pagar funcionários", afirma. "Nós não somos profissionais."
Assim os moinhos continuam sendo uma questão afetiva, em vez de lucrativa. Exceto, é claro, para construtores como Verbij, 48. Ele representa a quarta geração de sua família a dirigir a companhia, que foi fundada em 1868 e emprega cerca de 20 trabalhadores de madeira e metais.
"Uma nova onda de construção vai chegar", disse Verbij, quando o governo liberar sua última rodada de subsídios. "Todos os donos de moinhos poderão concorrer", acrescentou. "É um tipo de loteria."
Ele acabou de terminar um projeto de US$ 1,9 milhão para reconstruir, com a tecnologia tradicional, um moinho na cidade de Soest que havia sido destruído em 1930. Os moradores da cidade eram tão ligados ao moinho, disse, que uma mulher doou o dinheiro da venda de sua casa.
Não apenas os holandeses, mas o mundo inteiro parece adorar um moinho de vento. Verbij construiu quatro no Japão, começando com um em Osaka, em 1989. E apesar do trabalho esmagador na Holanda, ele consegue encontrar tempo para trabalhar em três moinhos nos Estados Unidos, incluindo a restauração do gigante Moinho Murphy, no Parque Golden Gate, em San Francisco, um dos maiores moinhos do mundo, que foi construído em 1905 e está bastante deteriorado.
"É o nosso maior projeto", disse Verbij. "É gratificante ver todas essas pessoas felizes ao verem um moinho de vento."
enviada por Luiz Carlos Pôrto
23/07/2008 06:00
Um Levantamento Completo Sobre Gestão Ambiental
Só agora consegui tempo para abordar esse tema tão importante aqui no blog.
Em 2007 a empresa Análise Editorial fez um amplo levantamento sobre a Gestão Ambiental no Brasil. Responderam ao questionário da pesquisa 527 empresas (das 1.000 maiores do Brasil) e 13 bancos (dos 30 maiores). A pesquisa ainda levantou 315 ONG´s e 142 promotores e procuradores de meio ambiente.
Os resultados dessa ampla pesquisa são muito importantes para quem atua na área de Gestão Ambiental. Separamos algumas conclusões que julgamos significativas:
50% das empresas têm Política Ambiental integrada com as demais políticas da instituição;
53% são certificadas pela ISO 14001;
81% das empresas definem a responsabilidade pela área ambiental formalmente e ela está declarada no organograma;
Em 20% das empresas a área de Saúde e Segurança responde pelo meio ambiente. Em 16% é a área de Qualidade. Em 7% das empresas a Presidência é formalmente responsável pela Gestão Ambiental;
44% das empresas exigem, de forma sistemática, comprovação de práticas ambientais para contratar fornecedores;
28% das empresas têm projeto para reduzir as emissões de CO2 e obter créditos de carbono;
77% dos bancos possuem política de crédito e/ou risco ambiental com procedimentos e compromissos documentados;
54% dos bancos consideram critérios de avaliação de riscos ambientais para classificar os clientes;
45% dos promotores do meio ambiente têm entre 31 e 40 anos. 23% tem entre 25 e 30 anos;
Para 79% dos promotores o poluidor deve responder criminalmente ainda que tenha reparado o dano e firmado acordo.
Esse levantamento foi repetido em 2008. Em breve apresentaremos os resultados aqui.
Quem desejar adquirir os exemplares de 2007 e 2008 pode contatar a Análise Editorial através do telefone (11) 3201-2300 e do e-mail comercial@analise.com
enviada por Luiz Carlos Pôrto
22/07/2008 09:41
Um Bom Exemplo
A empresa norte-americana Frito Lay, fabricante de salgadinhos, criou a linha SunChips. São salgadinhos feitos à base de energia solar.
A unidade da empresa na Califórnia possui painéis solares que aquecem a água usada nas caldeiras para produzir os salgadinhos. Vejam mais no link abaixo:
www.sunchips.com
enviada por Luiz Carlos Pôrto
17/07/2008 09:41
Coletânea de Legislação Ambiental
Em maio de 2008 o Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da UNESCO, elaborou uma Coletânea da Legislação Ambiental Federal. É um trabalho bem completo, com mais de 300 páginas de Leis, Decretos e Resoluções CONAMA.
Quem desejar copiar a coletânea é só acessar nosso Grupo ECOINOVAÇÃO no endereço abaixo:
http://groups.google.com.br/group/ecoinovacao?hl=pt-BR
enviada por Luiz Carlos Pôrto
15/07/2008 18:50
Idéias Para um Mundo Sustentável
O Sundance Channel criou uma competição de idéias "ecológicas". O resultado foi muito interessante. Ótimas idéias surgiram.
Vejam o vencedor no link abaixo e todos os 25 semi-finalistas no seguinte:
www.sundancechannel.com/content_popup/surveys/WhatsTheBigIdea2008/?ixVideo=210322588
www.sundancechannel.com/content_popup/surveys/WhatsTheBigIdea2008/?ixVideo=
enviada por Luiz Carlos Pôrto
06/07/2008 20:19
O Sundance Channel
Vale a pena conhecer o Sundance Channel, criado pelo Sundance Institute, ONG dedicada às artes.
Vejam abaixo os links específicos sobre o conteúdo ambiental do Sundance:
THE GREEN
www.sundancechannel.com/thegreen/#/homePage
ECOMMUNITY
www.sundancechannel.com/ecommunity/#/overview//
enviada por Luiz Carlos Pôrto
27/06/2008 19:14
Podemos Estar no Começo do Fim da Era do Petróleo
Muitos especialistas estão dizendo que o patamar atual dos preços do petróleo permanecerá. Com o preço atual será inevitável o crescimento da eficiência energética e das energias limpas e renováveis. Pode ser que este seja o começo do fim da Era do Petróleo. É preciso lembrar da frase da equipe de energia renovável da Shell: " A Idade da Pedra terminou antes de acabarem as pedras do mundo, portanto, a Idade do Petróleo terminará antes de acabar o petróleo ".
Vejam abaixo artigo do economista Paul Krugman, divulgado pelo Portal UOL.
NADA IRÁ TRAZER DE VOLTA OS DIAS DE PETRÓLEO BARATO
O Congresso sempre teve uma queda por "especialistas" que dizem aos seus membros o que eles querem ouvir, sejam economistas do lado da oferta declarando que cortes de impostos aumentam a receita ou céticos em relação à mudança climática insistindo que o aquecimento global é um mito.
No momento, o tapete de boas-vindas está aberto para os analistas que alegam que especuladores fora de controle são responsáveis pela gasolina a US$ 4 o galão.
Em maio, Michael Masters, um administrador de fundo hedge, causou furor quando disse a um comitê do Senado que a especulação é a principal causa da alta dos preços do petróleo e outras commodities. Ele apresentou gráficos mostrando o crescimento do mercado futuro de petróleo, no qual os investidores compram e vendem promessas de entregar petróleo em uma data posterior, e alegou que "o aumento na demanda por especuladores de índices" -seu termo para investidores institucionais que compram contratos futuros de commodities- "é quase igual ao aumento na demanda na China".
Muitos economistas zombaram: Masters estava fazendo uma alegação bizarra de que apostar em um preço mais alto do petróleo -porque é isto o que significa comprar um contrato futuro- é equivalente a de fato queimar o produto.
Mas os membros do Congresso gostaram do que ouviram, e desde aquele depoimento grande parte do Capitólio adotou o discurso de culpar os especuladores.
Um tanto surpreendente, os republicanos se mostraram no mínimo tão dispostos quanto os democratas em condenar os especuladores malvados. Mas a verdade é que a fé dos conservadores no livre mercado meio que evapora quando se trata de petróleo. Por exemplo, a "National Review" tem publicado artigos culpando os especuladores pelos altos preços do petróleo há anos, desde que o preço ultrapassou os US$ 50 o barril.
E foi John McCain, e não Barack Obama, que disse recentemente isto: "Enquanto alguns poucos especuladores impulsivos contam seus lucros, a maioria dos americanos está na pior -usando uma fatia cada vez maior de seus salários obtidos com suor para comprar gasolina".
Por que os políticos estão tão ávidos em atribuir a culpa pelos preços do petróleo aos especuladores? Porque permite que acreditem que não precisamos nos adaptar a um mundo de gasolina cara.
De fato, nesta última segunda-feira, Masters assegurou a um subcomitê da Câmara que um retorno aos dias do petróleo barato está mais ou menos ao alcance. Se o Congresso aprovasse uma legislação restringindo a especulação, ele disse, os preços da gasolina cairiam quase 50% em questão de semanas.
Ok, vamos falar sobre a realidade.
A especulação está tendo um papel na alta dos preços do petróleo? Não está fora de questão. Os economistas estavam certos em zombar de Masters -a compra de contratos futuros não reduz diretamente a oferta de petróleo aos consumidores- mas sob certas circunstâncias, a especulação no mercado futuro de petróleo pode aumentar os preços indiretamente, encorajando os produtores e outros agentes a reter petróleo em vez de torná-lo disponível para uso.
O que está acontecendo agora é tema de uma disputa altamente técnica. (Os leitores interessados no assunto podem ir ao meu blog, krugman.blogs.nytimes.com, e seguir os links.) Basta dizer que alguns economistas, eu incluso, damos importância ao fato de que os sinais habituais de boom especulativo de preço estarem ausentes. Mas outros economistas argumentam que a ausência de evidência não é evidência sólida de ausência.
E quanto aqueles que argumentam que a especulação excessiva é a única forma de explicar a velocidade com que os preços do petróleo aumentaram? Bem, eu tenho algo para eles: minério de ferro.
O minério de ferro não é negociado em uma bolsa mundial; seu preço é estabelecido em acordos diretos entre os produtores e os consumidores. Então não há modo fácil de especular com os preços do minério de ferro. Mas o preço do minério de ferro, assim como o do petróleo, saltou ao longo do ano passado. Em particular, o preço que os produtores de aço chineses pagam para as minas australianas saltou 96%.
Isto sugere que o aumento da demanda por parte das economias emergentes, e não a especulação, é a verdadeira história por trás da alta dos preços das commodities e matérias-primas, incluindo o petróleo.
De qualquer forma, uma coisa é clara: a agitação em torno da especulação no mercado do petróleo está nos distraindo das questões reais.
Uma regulação mais rígida do mercado de futuros não é uma má idéia, mas não trará de volta os dias de petróleo barato. Nada irá. Os preços do petróleo flutuarão nos próximos anos -não seria uma surpresa uma pequena queda caso os consumidores passem a dirigir menos, comprem carros mais econômicos e assim por diante- mas a tendência a longo prazo certamente é de alta.
Grande parte do ajuste aos preços mais altos do petróleo virá por meio da iniciativa privada, mas o governo pode ajudar o setor privado de várias formas, colaborando com o desenvolvimento de tecnologias de energia alternativa e novos métodos de conservação, assim como ampliando a oferta de transporte público.
Mas nós nem mesmo teremos o início de uma política racional de energia se continuarmos ouvindo pessoas que nos garantem que basta desejarmos que os preços altos do petróleo irão embora.
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